10 abril 2007

O que eu tenho que fazer?

O que eu tenho que fazer?

Em Mateus 19 lemos a história daquele moço que veio ver Jesus perguntando o que ele devia fazer para ser salvo. São uns poucos versículos, mas dá para inferir um monte de cosas. Dá para perceber que se tratava de um cara muito religioso, que tinha um certo orgulho de seu estilo de vida e da capacidade que acreditava haver desenvolvido para não cometer deslizes em questões religiosas. Talvez ele tivesse amigos sem o mesmo nível de santidade e comparar-se com eles o deixava muito feliz. Num mundo em que quem mandava eram os ricos e muito religiosos, ele tinha um futuro brilhante pela frente, e talvez fosse mesmo um certo desejo de se pavonear que o impulsionou a ir falar com o novo guru que tinha aparecido.

Bem, pode ser que você e eu não sejamos ricos nem assim tão religiosos, ou tão cumpridores da lei divina, mas ainda assim aquele moço pode ser um legítimo representante da classe de pessoas a que pertencemos: a dos que acreditam que devem fazer algo para se salvar.

A revista Piauí de março publicou um interessante artigo sobre um sujeito que vive na Espanha e que tem uma curiosa profissão: pagador de promessas. Basicamente seu papel é o seguinte: se você fez uma promessa a algum santo - como peregrinar pelo caminho de São Tiago de Compostela, ou até o santuário de Fátima, por exemplo - e não pode pagar por alguma razão, contrate-o. Por alguns milhares de euros ele paga a promessa por você. A revista diz que ele vive muito bem, obrigado, clientes não faltam.

No fundo, todos queremos uma religião assim, em que tenhamos que fazer umas coisas, deixar de fazer outras, cumprir alguns ritos e pronto: estar livres e de consciência tranqüila para seguir nossa vida. A idéia é tão arraigada que alguns tranqüilizam a consciência se simplesmente fizerem que alguém cumpra os tais ritos em seu lugar.  Estão todos comprando sua salvação, se não pelo dinheiro, por suas boas obras.

Expressões desse equívoco estão por toda parte, desde os católicos que fazem promessas, até os pentecostais que pagam para poder tocar no manto que será levado a Jerusalém, que colocam copos de água sobre o televisor ou que medem o tamanho dos cabelos das mulheres, os espíritas que pretendem depurar-se através de caridade, passando pelos evangélicos que têm listas de "pode e não pode" aos sábados ou domingos ou que confiam no poder salvador de seu dízimo e de sua freqüência aos cultos.

Mas a Bíblia é bastante clara: as pessoas da classe do jovem rico serão decepcionadas pela eficácia final de suas boas obras. Elas não servem para nada. Nossa salvação não depende do que fazemos ou deixamos de fazer, mas de com quem nos relacionamos e a quem entregamos a condução de nossas vidas. Nossa justificação vem pela fé e a fé nasce do relacionamento com Jesus Cristo. Apenas a partir desse ponto as boas obras que começamos a fazer por impulso, sem nem perceber, é que valem.

Para fugir dessa classe iludida, precisamos mudar a pergunta. Em lugar de "o que devo fazer para ser salvo?", perguntar: "Senhor Jesus, o Senhor vai me ajudar a passar este dia contigo?"

Marco Aurelio Brasil, 06/04/07
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Paulo Adriano Rocha
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06 abril 2007

Páscoa - Maturidade, Morte e Ressurreição

 
 

                               
 
 
 
 

Os mercados estão abertos. Pessoas correm frenéticas à procura do consumo e do prazer. As lojas permanecem vivas e as propagandas de massa  são convites para que todos possam usufruir de uma vida melhor. Nesta sociedade, não há lugar para o sofrimento. Ser feliz é o que importa, ainda que não saibamos bem o quanto iremos pagar por isso. Objetos, produtos e pessoas estão disponíveis àqueles que "sabem" o que é viver. Os dias voam e o breve tempo deverá ser aliado das realizações pessoais e das conquistas diárias que estabelecem outras prioridades para o jeito de vestir, falar, gastar e ser.

 

Durante milhares de anos religiões distintas apresentaram o sofrimento como o único caminho a percorrer. A anulação do corpo, a mortificação dos desejos, a inibição dos sonhos e o distanciamento de tudo aquilo que poderia ser chamado liberdade,  surgia como forma exclusiva de agradar a Deus. Mais que isso, homens e mulheres foram levados à submissão completa sobre os reveses ocasionais ou permanentes. Destino, sina, tragédia, fatalidade e tantas outras palavras foram companheiras de uma passividade mórbida que se prestava à manipulação religiosa e ao fortalecimento dos sacerdotes, entre outros aspectos desprezíveis.

 

Celebrar a Páscoa é redescobrir que a vida traz consigo situações opostas e complementares. Dor e cura. Noite e dia. Perda e ganho. Saída e  chegada. Separação e reconciliação. Crise e perdão. Escravidão e liberdade. Vitória e derrota. Morte e  ressurreição...

 

Se por um lado, as religiões nos fizeram acreditar que viver em sofrimento era a vontade dos Céus entre nós, a sociedade pos-moderna omite a realidade do mesmo, tornando-nos artificais diante dos desafios da existência.

 

Ao olhar para o Cristo da cruz e da ressurreição, somos chamados à conversão. Assim será necessário mudar referenciais, conceitos, convicções e posturas. Abrir-se para Ele e buscar profundidade espiritual pode ser o início deste novo jeito de encarar a vida. Para tal, será necessária a decisão de romper com aquilo que é menor e mesquinho, entendendo que a felicidade não é um fim em si, senão numa experiência quotidiana com este Deus que nos acompanha na plenitude dos dias e não nos abandona quando passamos "pelo vale da sombra da morte".

 

Aqueles que optam em permanecer onde estão perdem a oportunidade de abrir passagem. A imobilidade é, inúmeras vezes, a primeira condição para o retrocesso. Trajetórias percorridas e conhecidas. Passos marcados pela sequidão e pelo afastamento, pois muitos têm dificuldades para crescer e reconhecer que a vida possui outros sabores, cheiros e colorações. 

 

Na Páscoa, antes de tudo, somos provocados a sair de nós mesmos. É bom envolver-se com novos olhares; e que estes sejam tranqüilos e maduros para encarar o futuro e as possibilidades apresentadas, às vezes carinhosamente ou de maneira impetuosa.

 

Assim, a ressurreição, passagem da morte para a vida, acontecerá. Ultrapassados serão o pessimismo, a acomodação, a entrega, o ceticismo, a infantilidade, o consumismo, a tristeza, o egoísmo e a solidão. Vida renovada... outro futuro.

 

   Rev. Sérgio Andrade

   Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade - Recife - PE

 
                    
 
 
 
 
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05 abril 2007

Devocional Para Hoje : Salmos 55:16-17

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                                       Quinta-feira,  5 de Abril, 2007

VERSÍCULO:
   "Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. De tarde, de
manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a
minha voz".
    -- Salmos 55:16-17

PENSAMENTO:
   Uau, este salmo de confiança em Deus de repente soa muito mais
poderoso depois de lembrar da ressurreição de Cristo! Deus nos
salva. Deus ouve a nossa voz. Podemos ter certeza que ele nos ouve
e age para nos salvar. A única questão é: Nós clamamos a Deus de
manhã, à tarde e à noite, confiando na sua resposta?

ORAÇÃO:
   Aba Pai, tenho fardos no meu coração sobre coisas na minha vida
que precisam da sua graça e poder. Por favor, ouça a minha voz e
meu coração enquanto compartilho estas preocupações com o Senhor...
Além disso, querido Pai, por favor, toque carinhosamente as
seguintes pessoas pelas quais estou preocupado... Obrigado por me
ouvir e me salvar. No nome do meu Salvador, Jesus Cristo, eu oro.
Amém.

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03 abril 2007

Cordas Afinadas

Cordas Afinadas

"Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!"
(Salmos 133:1)
 
Um professor da Escola Bíblica para crianças quis ensinar ao
seu grupo a necessidade de viver em harmonia. Pegou um
violão e começou a tocar uma canção suave. A música não
ficou boa e ele começou a mexer nas cordas, uma a uma, ao
mesmo tempo que começou a falar com as crianças. "Eu não
estou gostando do som que está saindo das cordas desse
violão, da mesma forma que Deus não gosta do som que sai de
nossas brigas e desavenças. Nós precisamos trabalhar e
manter um entendimento uns com os outros, assim como as
cordas de um violão precisam estar em harmonia uma com as
outras." Ele começou a afinar novamente as cordas do violão
e, em seguida, tocou a mesma melodia, agora bem mais bonita.
"Não ficou bem melhor assim?" perguntou o professor,
concluindo o ensinamento.
 
A nossa ilustração, que fala de um ensino para crianças, bem
pode ser aplicada à vida de todos nós. Nada melhor e mais
agradável do que viver em plena comunhão e harmonia uns com
os outros. Uma briga ou desentendimento sempre traz
prejuízos para todos.
 
Quando permitimos que um relacionamento seja estremecido por
uma discórdia qualquer, ambos os lados sofrem. A tristeza
invade a nossa alma e, com certeza, entristecemos também o
coração de Deus.
 
Quando duas ou mais pessoas não concordam em um determinado
assunto, a melhor atitude a tomar, antes de qualquer rixa
que nenhum benefício trará para as partes envolvidas, é a
busca de um acordo e de um entendimento para que não surjam
feridas espirituais que poderão custar muito a sarar. O amor
sempre será o caminho indicado a seguir. Muitas vezes, é
melhor perder uma disputa do que ganhá-la e perder o amigo e
a paz no coração.
 
Você tem procurado viver com todos de maneira harmoniosa,
como as cordas afinadas de um violão?
 
Paulo Roberto Barbosa.
Um cego na Internet!
 
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30 março 2007

Cobertor De SeguranXa

Cobertor De Segurança

"O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os
braços eternos" (Deuteronômio 33:27).
 
Charles Schultz, criador do Snoopy, em 1947, retrata um de
seus personagens, Linus, como alguém que não se separa de
seu cobertor de segurança. Para onde ele vai ou qualquer
coisa que faça, Linus está sempre com seu cobertor. Se sente
inseguro sem ele. Pode ser engraçado, mas todos devemos ter
nosso cobertor de segurança, de um tipo ou de outro.
 
É maravilhoso saber que temos um Deus poderoso que está
sempre com os braços estendidos para nos dirigir e proteger.
Quando estamos abrigados nele, não precisamos ter qualquer
tipo de temor. Ele nos protege, nos abraça, nos conduz em
perfeita segurança por onde quer que andarmos.
 
Para que esta segurança não nos deixe, é preciso que
estejamos sempre ligados ao Senhor. Se saímos para o
trabalho, levemo-lo conosco. Se não temos um trabalho,
seguremos em Sua mão para que nos ajude a encontrá-lo. Se
queremos sair, com ousadia, em busca de nossos ideais,
Cristo é o companheiro certo para isso. Para onde formos e
seja qual for o trabalho a executar, seguremos firmes em
Suas mãos. A certeza do sucesso em todos os nossos
empreendimentos consiste em jamais ficarmos longe dele.
 
Quando nos afastamos de Deus, a incerteza nos invade, a
insegurança não nos deixa seguir em frente, o temor não
permite que alcancemos a vitória.
 
Quer ser um vencedor? Quer ter êxito na busca de seus
sonhos? Leve o Senhor Jesus com você o tempo todo. Ele é o
seu Cobertor de Segurança.
 
Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
 
Paulo Adriano Rocha
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