09 março 2008

Santos Dentro De Casa (em especial para os casados)

 Santos Dentro De Casa

"Para que unânimes, e a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai  de nosso Senhor Jesus Cristo"

(Romanos 15:6).

Em sua biografia, Pierre Loti conta que, quando era um menino pequeno, ao ler histórias da vida dos santos, aspirou tornar-se também um santo. Resolveu imitar Simeon Stylites, que viveu em cima de um pilar e ganhou reputação de  santidade. Ele colocou um tamborete alto na cozinha, subiu em cima e anunciou seu plano de permanecer ali por quarenta anos. Sua mãe e a cozinheira não permitiram a sua presença na cozinha e ao final de uma hora ele registrou em seu diário: "Descobri, com muita tristeza, que é muito difícil ser um santo vivendo junto com a família."

Ao refletir sobre esta história engraçada da infância do romancista francês, a que conclusão chegamos? A nossa vida junto com a família tem sido uma motivação para buscarmos a Deus e caminhar sob Sua direção ou uma fonte inesgotável de razões para nos afastar de sua presença? Temos cooperado, com nosso testemunho, para que a nossa casa seja uma bênção para seus moradores e para os visitantes ou servido de escândalo e vergonha ao nome do Senhor.

Quando dizemos, na frente de nossos filhos, "diga que não estou" quando alguém que não desejamos receber, nos procura à porta, contribuímos para que cresçam e sejam tão mentirosos quanto nós. Quando discutimos em casa ou proferimos palavras agressivas, também mostramos que não temos domínio próprio e equilíbrio e abrimos as portas para que nossos filhos ajam da mesma forma.

Como filhos de Deus precisamos testificar da ação de Seu Espírito em nós. Aquilo que plantarmos em nossa casa florescerá e dará frutos. Quando semeamos amor e compreensão, certamente não colheremos rancor e rebeldia. Quando semeamos respeito e cordialidade, toda a nossa casa transmitirá o perfume do amor e o entendimento gerará uma comunhão perfeita sob a graça e a unção do nosso Deus.

Maridos e esposas, pais e filhos, irmãos e amigos, debaixo da potente mão de Deus serão sempre brilhantes e contagiantes, para todos que os visitam e, especialmente, na convivência diária entre si.

Sim, é possível ser santo vivendo com a família.

Paulo Roberto Barbosa.
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Paulo Adriano Rocha
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06 março 2008

Memória da Escravidão e o Preço da Liberdade

 

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Esta é sem dúvida a festa cristã mais importante do calendário litúrgico, mas poucos dão a ela a relevância que a mesma reclama. No Brasil, particularmente no Nordeste, dois elementos se tornaram dominantes na tarefa de simbolizar a Páscoa: o chocolate e os espetáculos. Eu não quero diminuir o valor e a importância de nenhum dos dois, principalmente do primeiro, mas obviamente que ambos são periféricos e nem sequer tangenciam os grandes desafios que esta época do ano evoca.
   O chocolate não o faz, porque é uma tradição importada da Europa, que remonta ao hábito nórdico de dar ovos decorados aos amigos neste período do ano, e acaba falando mais ao estômago que à alma. Já os espetáculos não o fazem, porque impressionam mais pela performance dos atores que naquele momento encenam um drama, que poderia ser de Shakespeare ou de um outro grande escritor, do que pelo conteúdo das falas e vidas envolvidas.
Para compreender o sentido da Páscoa, precisamos nos reportar ao livro de Êxodo, ao instante mesmo em que ela foi instituída por Deus, através de Moisés (capitulo 12).

Primeiramente, a Páscoa é uma ceia, algo que não se deve fazer sozinho, é um ato da coletividade, sobretudo da família (é uma festa para ser celebrada entre os seus).

Em segundo lugar, ela é um marco entre o estado de escravidão e a liberdade que se anuncia próxima. Através dela nos recordamos do amargor dos dias que passamos sob os rigores da exploração, dos dissabores de uma vida sem sentido, a serviço dos interesses alheios, onde éramos vistos como máquina, números, contingente de manobra, de quando fomos feitos coisa (res).

E em terceiro, lugar é preciso comer de pé e vestidos para partir, como se dizendo que somos seres “de partida”. Se há um signo supremo sobre o povo de Deus é este, eles estão “de partida”.
Mas o mais importante símbolo da Páscoa é o “sangue do cordeiro” que foi aspergido sobre os umbrais das portas das casas para que o anjo da morte não toque as famílias nelas abrigadas. A morte do cordeiro nos livra da morte dos nossos filhos. Seu sangue em nossas portas nos protege da visita da desgraça e da calamidade. O dia em que os cordeiros foram mortos no Egito foi o mesmo em que morreram muitos primogênitos. Filhos queridos, sacrificados para que um povo fosse libertado, para que um coração fosse quebrantado, para que uma profecia fosse cumprida. É um preço caro demais. Fosse eu juiz de tudo, inclusive da história, e me perguntassem se gostaria que a liberdade do povo de Israel se construísse deste modo, diria que não. Preferiria que continuássemos buscando soluções menos gravosas, esgotássemos a diplomacia... quem sabe mais piolhos?
Esperamos que nesta Páscoa nós tenhamos tempo para lembrar da época em que éramos escravos e vivia perdidos, alheios à vida da Graça em Cristo Jesus e nos recordemos que para que pudéssemos ter a paz com Deus que agora temos foi preciso que o filho amado do Pai se entregasse em nosso lugar.
        Feliz Páscoa!
        Com carinho,
        Rev. Martorelli Dantas
        Igreja Epsicopal Carismática do Brasil

04 março 2008

Sozinhos - Longe Do Pai

Sozinhos - Longe Do Pai

"fizeste-me conhecer os caminhos da vida; encher-me-ás de
alegria na tua presença" (Atos 2:28).

Um jovem rapaz foi convidado a ir pescar no final de semana.
Ele, com cordialidade agradeceu mas recusou o convite. Seus
amigos insistiram e, vendo que não o convenceriam,
perguntaram o motivo pelo qual não iria com eles. Este
respondeu que seu pai não permitiria que fosse sozinho.

Até que ponto temos agido como o jovem de nossa ilustração?
Temos desobedecido a nosso Pai, ausentando-nos de Sua
presença, nos cultos da igreja, buscando outros interesses
que podem garantir uma satisfação passageira ou, ignorando
convites enganosos, temos preferido estar junto a Ele onde a
alegria é perfeita e duradoura?

O que fazemos, quando deixamos o Seu caminho para buscar
outras fontes de prazer, nada mais é do que estar sozinhos
sem a Sua proteção e a Sua bênção. Não que Ele nos impeça de
ter bons divertimentos, mas ensina-nos que "todas as coisas
são acrescentadas" quando O colocamos em primeiro lugar. Há
momentos que devemos estar com o Senhor e há momentos que
Ele precisa estar conosco. Há momentos que devemos deixar os
interesses pessoais para prestar-Lhe culto e há momentos que
podemos usar para nosso divertimento. E quando nos
divertimos, o melhor é ter sempre o Senhor ao nosso lado,
seja qual for o lugar para onde vamos.

Podemos ir à praia, praticar esportes, dar passeios e mesmo
pescar, o assunto de nossa ilustração. Deus quer que
estejamos sempre alegres. O errado é deixar Deus de lado
para fazer qualquer dessas coisas. Devemos sempre convidá-Lo
a ir conosco. A nos acompanhar para todos os nossos
programas. Ele irá com prazer e Se alegrará com a nossa
felicidade.

O jovem da nossa história recusou o convite dos amigos
porque era dia de estar com os irmãos na casa do Pai.
Poderia sair para divertir-se qualquer outro dia. E você?
Faz o mesmo ou prefere ir para outros lugares, mesmo sabendo
que estará sozinho?

Paulo Roberto Barbosa.
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Devocional Para Hoje : Colossenses 3:4

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                                        Terça-feira,  4 de Março, 2008

VERSÍCULO:
   Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês
também serão manifestados com ele em glória.
    -- Colossenses 3:4

PENSAMENTO:
   Hoje, meu mundo está lindo - clima ótimo, igreja maravilhosa,
cônjuge amoroso, filhos ótimos, e estou abençoado com tudo que
realmente preciso. Mas isso vai mudar. A vida está ligada com a
mortalidade. O amor está ligado com pessoas imperfeitas. A
separação por distância geográfica, desentendimento e morte
certamente vão acontecer com certa garantia. A incrível bênção que
eu tenho em Cristo, porém, é que minha vida verdadeira e eterna
está com Cristo em Deus. Então, mesmo que as coisas na minha vida
sejam boas agora, serão sempre vulneráveis para serem tocadas pela
mortalidade. Quando Cristo vier, tudo será gloriosamente perfeito e
sem manchas do mal, da morte ou da decomposição. Isso é uma boa
nova!

ORAÇÃO:
   Santo e Justo Deus, obrigado pela sua generosa graça que me
salvou do pecado. Obrigado por Jesus, cuja ressurreição dos mortos
assegura a minha ressurreição à vida com o Senhor e a reunião que
terei com todos aqueles que pertencem ao Senhor. Até aquele dia
quando poderei Lhe louvar face a face, por favor, receba minha
gratidão e louvor em nome de Jesus. Amém.

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 DEVOCIONAL PARA HOJE de iluminalma
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Devocional Para Hoje é um versículo bíblico diário, com um pensamento
e uma oração para focalizar a sua mente na Palavra de Deus e para
prepará-lo para o dia.  O autor é Phil Ware <phil@iluminalma.com.br>
e vem do site da internet www.iluminalma.com.br.  Visite
http://www.iluminalma.com.br para descobrir ainda mais para abençoar
a sua vida.

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01 março 2008

A Bênção Que Insistimos Em Não Buscar (Profunda...)

A Bênção Que Insistimos Em Não Buscar

"Os leõezinhos necessitam e sofrem fome, mas àqueles que
buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará" (Salmos 34:10).

John R. W. Stott admitiu, certa vez, uma verdade que muitos
de nós sentimos mas não confessamos: "A fonte de mais
profunda alegria, ou seja, estar a sós e sem qualquer pressa
diante de Deus, certo de Sua presença, com meu coração
aberto à adoração, é, frequentemente, a coisa que menos desejo fazer."

É estranho reconhecer que sabemos onde está a fonte de nossa
felicidade sem que a busquemos, mesmo nada havendo que nos
impeça de procurá-la. Fazemos de tudo para alcançar a
realização de nossos sonhos; empenhamo-nos em ir a todos os
lugares que nos indicam e não descansamos um só momento
nesta caminhada. Sofremos pelos fracassos, angustiamo-nos
pelo tempo perdido e, às vezes, chegamos ao porto de nossas
realizações quando já há pouco tempo para desfrutar da
alegria que "sempre soubemos onde estava."

Na presença do Senhor está a paz que ansiamos, o amor que
mudará toda a nossa forma de pensar, a alegria que tanto nos
faz falta, a vida abundante que nos deixará antever o que
nos espera na vida eterna.

E por que viramos as costas a Deus? Por que teimamos em nos
afastar dele? O que podem ter as luzes do mundo para desviar
nossos olhos e pensamentos do Senhor? Talvez o encantamento
da aventura, a excitação provocada pela tomada de posição
rebelde, a magia do conhecimento do desconhecido.

Mas tudo isso contribui apenas para que percamos as bênçãos
que o Senhor nos tem destinado. Com Ele as aventuras são
muito mais agradáveis porque gozaremos da alegria daqueles
que caminham longe dele, sem o perigo de perder o rumo e a salvação.

Que possamos lutar contra nossos desejos carnais e oferecer
ao Senhor, em Sua presença, os melhores momentos de nossa vida.

Paulo Roberto Barbosa.
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