09 julho 2007

Contradições da Felicidade

 
 
 
 

"Mas também, se padecerdes por amor da justiça,

sois bem-aventurados.". 

 (1 Epístola do Apostólo Pedro 3:14a)

 

             Admitamos: a jornada cristã é um imenso desafio. Nossas vidas, se de fato pretendemos seguir ao Senhor, são marcadas por situações e sentimentos que podem, circunstancialmente, envergar a alma e abater o coração, pois experimentamos a oposição, o ódio, a mentira e a exclusão.

            Viver a verdade e lutar por ela em tempos de dissimulação e engano; sonhar com a justiça e praticá-la, quando experimentamos em nós mesmos e ao redor a humilhação, a covardia e a extorsão; conceder o perdão em ambientes que só conhecem a vingança como forma de retribuição; e amar e celebrar a vida nos espaços que apontam para a morte, são sinais da felicidade entre nós. Contradições que acompanham aqueles que olham para Jesus.

 

           É assim que podemos compreender que o encanto e o encontro com o evangelho não se tornam significativos por aquilo que recebemos ou possuímos, mas pelo que somos capazes, em Cristo, de oferecer. Esvaziamentos. Entregas permanentes do que somos para o bem comum.

 

           A mensagem do Reino inagura uma nova maneira de interpretar a existência e descobrir a felicidade. Quem sabe, está próximo o tempo oportuno para rever nosssas centralidades. Olhar para além do que desejamos conquistar é um primeiro gesto para todos aqueles que pretendem encontrar alegria, paz, serenidade, equilíbrio, humildade e gratidão.

            Ao contrário do que muitos afirmam, a felicidade não virá com o muito que recebemos, porém com tudo que somos capazes de dar.

 

Rev. Sérgio Andrade                                                  
Deão da Catedral Anglicana da S.S. Trindade - Recife 
 
 
 
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Paulo Adriano Rocha
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02 julho 2007

CANSAÇO

CANSAÇO


    Em agosto de 1930, Joseph Crater, de 45 anos de idade, despediu-se de seus amigos depois de um jantar em um restaurante em Nova Iorque, pegou um táxi e foi para casa. Nunca mais foi visto ou se ouviu falar dele...
    Uma busca em seu apartamento revelou uma pista. Era um bilhete preso a um cheque, e ambos se destinavam à sua esposa. O valor ali registrado era de uma quantia considerável e o bilhete dizia apenas: "Estou muito cansado. Com amor, Joe".
    O bilhete poderia ter sido apenas um pensamento no final de um dia difícil. Ou poderia ter significado muito mais – o epitáfio de um homem desesperado.
    O cansaço é difícil. Não falo do esgotamento físico que sentimos depois de cortar a grama, nem do mental que conclui um dia cheio de decisões e reflexões. Não, o cansaço que atacou o Juiz Crater é muito pior. É o que chega justamente antes de você desistir. Aquele sentimento sincero de desespero. É o pai desanimado, a criança abandonada, ou o aposentado cheio de tempo. É aquele estagio da vida em que a motivação desaparece: os filhos já cresceram, um emprego foi perdido, um cônjuge morreu. O resultado é o esgotamento – o cansaço profundo, solitário, frustrado.
    Somente um homem ao longo da história afirmou ter uma resposta para tudo isso. Ele está diante de todos os Joseph Crater do mundo com a mesma promessa: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). (Extraído da obra On the Anvil, de Max Lucado)

Paulo Adriano Rocha
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01 julho 2007

A Marca Dos Dedos De Deus

A Marca Dos Dedos De Deus
 
"Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e
tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos" (Isaías 64:8).
 
"Não é você que molda a Deus mas Deus que molda você. Se
você é a obra de Deus, aguarde o trabalho artístico de Suas
mãos no tempo devido. Ofereça a Ele seu coração, suave e
dócil, e mantenha a forma em que o artista o modelou. Deixe
seu barro manter-se úmido, para que você não endureça e
perca a impressão de Seus dedos."
 
Temos sido gratos a Deus pelo que Ele tem feito em nossas
vidas? Temos compreendido que Ele sabe muito melhor do que
nós o caminho que nos conduzirá à verdadeira felicidade?
Temos tido a paciência de esperar pelo momento certo de tudo
acontecer sem a ansiedade de ver os resultados de acordo com
nossa vontade?
 
Muitas vezes queremos dirigir os passos de Deus, tentando
ensinar-Lhe a hora e a maneira correta de agir a nosso
favor. Queremos tudo e a todo momento, mas o nosso Pai sabe
do que necessitamos e o momento oportuno de nos atender. Ele
é o Oleiro e nós apenas o barro em suas mãos.
 
Quando é necessário, aperta-nos um pouco aqui e outro pouco
ali, moldando-nos para que, ao final, tenhamos a beleza e a
finalidade para a qual nos criou. A nós cabe simplesmente
confiar no Seu amor e sabedoria e esperar pela bênção que,
sem dúvida, logo chegará.
 
Que cada um de nós, como filhos amados do Senhor,
conservemos o brilho da ação de Deus em todas as nossas
atitudes e que jamais as marcas de Seus dedos desapareçam de
nossas vidas.
 
Você tem seu coração endurecido? Deixe que o Senhor Jesus o
umedeça com Sua graça moldando-o segundo Sua vontade. Sua
vida será bem mais feliz.
 
Paulo Roberto Barbosa.
Um cego na Internet!
 
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28 junho 2007

Haverá Tempo Para Comprar Os Chinelos

Haverá Tempo Para Comprar Os Chinelos
 
"Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos
pés do Senhor, ouvia a sua palavra" (Lucas 10:39).
 
G. Campbell Morgan contou uma história sobre um pai e sua
jovem filha com quem era muito unido. Eles gostavam de
passar longo tempo juntos. Quando dava um passeio ou era
convidado para uma reunião social, ela sempre o acompanhava.
Entretanto, em certa ocasião, ele começou a notar uma
mudança na maneira de agir de sua filha. Quando ele lhe
pedia que o acompanhasse em alguns serviços externos, ela
desculpava-se e não queria ir. Isso aconteceu por diversas
vezes nas semanas seguintes e ele ficou muito preocupado.
Chegando o dia de seu aniversário, ela o presenteou com um
par de chinelos feito por ela mesmo. Ele entendeu, então, o
motivo pelo qual ela permanecia em casa quando ele saía. Ela
estava trabalhando nos seus chinelos. "Bem, eu gostei muito
desses chinelos,"
disse ele com muita ternura, "mas da
próxima vez, compre os chinelos em uma loja e permita que eu
tenha você comigo todos os dias. Eu prefiro ter você junto a
mim do que qualquer coisa que você possa fazer."
 
Muitas vezes nos vemos envolvidos com todo tipo de trabalho
na obra do Senhor. Estamos na reunião de oração, nos estudos
bíblicos, no ensaio do coral e no louvor dos cultos
públicos, nos retiros com jovens e adolescentes, na cantina
preparando alguma coisa que ajude a conseguir fundos para
uma determinada construção, etc. Achamos que somos os mais
ativos cristãos da igreja e que a nossa casa celestial será
a mais bonita na esquina daquela rua cujo piso é todo de
ouro puro. Esquecemo-nos apenas de uma coisa: gastamos todo
o nosso tempo com a obra e esquecemos do Senhor da obra, o
nosso Salvador Jesus Cristo.
 
Devemos, sim, participar das coisas de Deus, mas nada pode
nos tirar o prazer e o regozijo de ficar um tempo em Sua
presença. Precisamos conversar com Ele em oração, ler a
Palavra aos Seus pés e ouvir os Seus conselhos. Dizer-lhe o
quanto O amamos e o quanto nos alegramos em saber que somos
Seus filhos.
 
Maria e José estavam tão envolvidos com as festas do Senhor
que acabaram esquecendo Jesus no Templo. E isso pode estar
acontecendo também conosco. Fazemos de tudo para o Senhor,
mas vamos embora para casa e deixamos Cristo na igreja. E
não é isso que Ele deseja. Ele nos quer ao Seu lado em todos
os momentos e em todos os lugares.
 
Se você quer ter uma vida abençoada, esteja sempre ao lado
do Senhor. Haverá tempo para "comprar os chinelos!"
 
Paulo Roberto Barbosa.
 
Um cego na Internet!
 
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25 junho 2007

O Maior Tesouro

O Maior Tesouro
 
"Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande
tesouro, e com ele a inquietação" (Provérbios 15:16).
 
Uma tribo selvagem aprendeu a caçar macacos valendo-se
apenas da cobiça deles. Os membros da tribo simplesmente
saíam com contas coloridas e brilhantes dentro de jarros de
vidro para que os macacos pudessem enxergá-las. A
curiosidade e o desejo pelas contas levavam os macacos a
enfiar as mãos dentro da pequena abertura dos jarros com o
objetivo de alcançá-las. Como o pescoço dos jarros era bem
apertado, os macacos não conseguiam retirar as mãos em que
seguravam as suas riquezas. E o jarro era muito grande para
que fugissem carregando-os. Os macacos enfrentavam uma
escolha agonizante: largar as quinquilharias e fugir ou
manter as mãos fechadas e ser capturado. Em geral eles
escolhiam a captura. Eles adquiriram seu tesouro, mas
somente por um momento. No final das contas, perdiam sua
liberdade e suas vidas. Da mesma forma, diante das riquezas,
muitos homens se transformam em tolos.
 
Até que ponto a ansiedade por conquistas materiais tem
tirado nossa tranquilidade e impedido a nossa felicidade? De
que temos sido capazes no afã de ajuntar os tesouros
cobiçados que julgamos ser a motivação principal de nossas
vidas?
 
Quando a inquietação toma conta de nosso ser e o nosso único
interesse é ter mais e mais, perdemos a alegria de desfrutar
do muito que já temos e nem mesmo as riquezas que vão sendo
adquiridas são capazes de nos dar a vida abundante que
poderíamos ter sem nada daquilo, mas somente com as bênçãos
derramadas pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Podemos ter muito dinheiro, mas ele não poderá comprar a paz
verdadeira que Deus dá e nem a salvação de nossas almas.
Podemos ter muitos imóveis, mas nenhum deles se comparará às
mansões celestiais que Cristo tem preparado, gratuitamente,
para todos que o aceitam como Senhor e Salvador. Podemos ter
os mais caros automóveis, mas nenhum deles poderá nos levar
pela estrada que conduz à vida eterna.
 
A maior riqueza que alguém pode ter é Jesus habitando no
coração.
 
Paulo Roberto Barbosa.
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