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24 junho 2006

INTEGRIDADE DE CORAÇÃO



" Render-te-ei graças com integridade de coração...". (Salmo 119.7)

Sabemos que é difícil admitir, porém inúmeras vezes nosso coração se dá pela metade. Quando isto acontece, falta-nos a integridade. Ser íntegro significa ser pleno, completo, totalizado, sem parcialidade, sem pedaço. Por esta razão, a integridade, em sua própria natureza, não pode ser dividida ou mutilada. É tudo ou nada.

As palavras do salmista estão repletas de intensidade. É possível perceber que existe um coração que pulsa encantado por Deus. Há convicção, vontade, compromisso, gana, desejo e alegria. Mais que palavras, estão presentes sentimentos e posturas que embalam a gratidão.

Em tempos marcados pelos relacionamentos superficiais e artificiais, a Palavra de Deus é um convite à busca da plenitude. Até quando, se isto é possível, amaremos pela metade? Como permanecer se não há entrega? Por que investir se não acreditamos mais? Nada vale a pena se não for por amor. E o Senhor sabe disso...

Juntar os pedaços talvez seja um bom começo para que o coração se faça pleno. Encarar as perdas, as dores, os medos e as ausências podem indicar os primeiros passos de volta "ao primeiro amor" (Ap 2.4). Para tal, será necessário levantar os olhos, abrir os ouvidos e despertar a alma para encontrar a Deus nestes dias.

A integridade é um processo, assim como o enchimento de um copo com água. Gradativamente, permitimos os encontros, as falas, os toques, as confissões e as intimidades. Mais que uma condição acabada, a integridade é uma procura constante e, às vezes, pouco prazerosa. Neste sentido, a plenitude não é o fim, mas o modo pelo qual nos colocamos na direção de Deus, dos outros e de nós mesmos.

Por estas razões é que Ele espera de nós a entrega; simplesmente para que experimentemos também noutras dimensões da vida o que desejamos ser com Ele.

Rev. Sérgio Andrade

Deão da Catedral Anglicana da S.S. Trindade, Recife PE

revsandrade@uol.com.br

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