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08 agosto 2007

A Ancora da Alma

 
  

    

"Para que,mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta,

 forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão

da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e

 que penetra além do véu, " (Hebreus 6.18,19 ).

 
 

Dante Alighieri, em A Divina Comédia, escreveu que à porta do Inferno estava escrito: "Perdei, ó vós que entrais, toda a Esperança". Para o maior poeta italiano, o desespero é a essência do inferno. A ausência de perspectiva deixa a alma encurralada num labirinto infernal.

 

Victor Frankl, que sofreu na pele as agruras do campo de concentração, descobriu ali algo que depois se tornou muito importante em seu trabalho profissional, na condição de psiquiatra: que os judeus que nutriam alguma esperança de liberdade sobreviviam. Quem não tinha esperança não agüentava o sofrimento. A constatação de Frankl só faz evidenciar a verdade de um pensamento que diz: "O homem pode viver até 40 dias sem comida, 3 dias sem água, 8 minutos sem ar, mas apenas 1 segundo sem esperança".Se o homem não pode viver sem esperança, onde deve buscar a esperança? A Bíblia responde: Jesus é a âncora da alma. JESUS É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA!

 

Quando Marta se encontrou com Jesus, confessou: "Senhor, se Tu estiveras aqui, meu irmão não teria morrido" (João 11.21). Paulo escreveu: "...temos posto a nossa esperança no Deus vivo que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem" (1Timóteo 4.10). Aos que não têm essa âncora, Paulo os menciona como "não tendo esperança, e sem Deus no mundo" (Efesios 2.12).

 

Todos temos acessos de dúvida lá uma vez ou outra. Será que a vida vale mesmo a pena? Será que estou agindo corretamente? Será que esta doutrina é confiável? O exemplo bíblico mais eloqüente disso é o de Tomé. A última visão que ele provavelmente tenha tido de Jesus foi a de um homem ensangüentado, humilhado, morto e sepultado. Quando os judeus rolaram aquela imensa pedra para a porta do túmulo, Tomé encerrou ali dentro também as suas esperanças. Seus sonhos morreram com Jesus. O gosto do fracasso estava em sua boca. Tudo não passou então de uma fantasia? Afinal, investira três anos de sua vida num projeto chamado Jesus para tudo terminar assim? É preciso tentar entender o que se passava no coração frustrado de Tomé para entender as suas palavras secas e incrédulas, ditas aos companheiros quando lhe foram contar que viram Jesus redivivo: "Se eu não puder ver o sinal dos cravos nas mãos d´Ele, se não tocar ali com o meu dedo e não puser a minha mão no lado d´Ele, não acreditarei" (João 20.25b, BLH).

 

A dúvida assalta o seu coração? Está achando que não vale a pena continuar? Lembre-se: Jesus é âncora segura contra as ondas da dúvida.  Algumas pessoas ancoram suas almas em refúgios falsos. O que só faz reforçar a estratégia da dúvida. Paulo escreve a Timóteo e cita uma tentação que os ricos sofrem, a de depositarem sua esperança no poder do dinheiro. O que tem de milionário infeliz neste mundo não está escrito. O que está escrito é: "Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos" (1Timóteo 6.17).

 

 Há um quadro notável de um pintor chamado Frederick Watts. O quadro chama-se Esperança. Watts pintou uma mulher de semblante triste e desanimado, assentada no alto do globo terrestre. As costas estão curvadas como se carregasse um fardo insustentável. O olhar de desespero estampa-se em seu rosto. Numa das mãos da mulher, Watts pinta uma lira. Mas há um detalhe nesse instrumento que o pintor deseja ressaltar: todas as cordas estão quebradas menos uma. Quando alguém contempla esse quadro, logo se pergunta: "por que Watts o chamou Esperança e não Desespero?" Entretanto, logo descobre que a resposta está na única corda da lira que não se quebrou.Ainda há uma corda que não se quebrou! Saibam que todas as coisas podem parecer perdidas, mas queremos dizer que Deus não permitirá que a última corda se rompa. Ao examinar a sua vida e achar que todas as esperanças estão falidas, quero desafiá-los a olhar para Jesus e vê-Lo como a Âncora de nossa esperança.

 

            Rev. Jose Kleber
            Igreja Presbiteriana do Brasil

 

 
 
 
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